3 motivos que comprovam que os robôs colaborativos são uma tendência definitiva

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O que você acharia de ter um braço robótico auxiliando na linha de produção? Enquanto o operador usa o discernimento humano e o conhecimento técnico para tomar decisões e agregar valor ao produto, uma máquina realiza o trabalho repetitivo ou perigoso com precisão. Estamos falando dos robôs colaborativos!

Sim, parece bom demais para ser verdade. Não, não é coisa do futuro. A robótica colaborativa já está em pleno vapor e tem mostrado cada vez mais que veio para revolucionar a realidade industrial. Com humanos e máquinas trabalhando lado a lado, os resultados são capazes de colocar a empresa bem à frente da concorrência. Leia este texto e entenda!

Qual é o significado dos robôs colaborativos na indústria?

Otimização: é isso que os robôs colaborativos representam. E não é pouca, não! Ao contrário do que diz o senso comum, a robótica não se desenvolve nem recebe investimentos com o objetivo de substituir a atuação humana. A ideia-chave é a colaboração entre homens e máquinas, de forma a otimizar processos e resultados

Serviços repetitivos, atividades com alto risco de lesão, esforços desnecessários para o colaborador — para tudo isso, o robô colaborativo, também chamado de cobot, representa uma grande otimização. É como se as máquinas entrassem com a rapidez, a força e segurança, enquanto os operadores desempenham funções com o conhecimento técnico para o qual foram preparados.

Os robôs colaborativos, hoje, trazem como 4 de suas principais características:

  • segurança embarcada;
  • setup simples;
  • programação fácil;
  • flexibilidade.

Hoje em dia, a aplicação mais consagrada dos robôs colaborativos é em tarefas de montagem e em sistemas de paletização, além dos robôs móveis, relacionados ao transporte interno de cargas. De modo geral, a perspectiva de que os cobots auxiliem em cada vez mais atividades é bastante otimista

Por isso, esforce-se para esquecer o mito de que robôs vieram para acabar com os empregos dos humanos. Isso é coisa de filme de ficção científica. A realidade é oposta: robôs colaborativos vieram para melhorar a oferta líquida de empregos, com retorno do valor humano e melhor aproveitamento dos operadores.

Os robôs colaborativos são o futuro da indústria?

A resposta é não! Surpreso? O motivo é simples: robôs colaborativos não são o futuro, mas sim o presente da indústria. Eles já são utilizados e estão completamente inseridos no contexto da Indústria 4.0. Para que você tenha uma ideia, confira alguns dados:

  • no relatório da Interact Analysis, a movimentação relativa à venda de robôs colaborativos alcançou US$ 400 milhões em 2017, ultrapassando US$ 600 milhões em 2018 — um crescimento de 60%;
  • ainda de acordo com os dados da Interact Analysis, a estimativa é de que a taxa de crescimento anual composta (CAGR) do mercado de cobots seja de 35% até 2027;
  • o número de robôs comercializados no mundo já era de 380 mil unidades em 2017, com crescimento anual de 30%, conforme aponta a Federação Internacional da Robótica;
  • a Universal Robots, é a maior fabricante de robôs colaborativos, teve um crescimento de 72% em sua receita anual em 2017, em comparação ao ano anterior, comprovando a aceitação dessa grande tendência.

Para um futuro próximo, a expectativa é que cada vez mais tecnologias sejam agregadas à robótica colaborativa, com um crescimento estável na indústria. Um grande salto nesse sentido é a junção de sistemas de visão computacional com Inteligência Artificial (AI).

Quais são as vantagens do uso de robôs colaborativos?

Depois de entender o que a robótica colaborativa representa, confira os 3 maiores motivos que comprovam que ela é uma tendência definitiva!

1. É uma automação de baixo risco

Em um momento de crise, no qual é complexo pensar em novos investimentos ou na possibilidade de cometer erros estratégicos, a robótica colaborativa tem riscos muito pequenos e controlados.

Com programação fácil e implementação flexível, os cobots são mais acessíveis que um robô convencional e, desde que se escolha uma aplicação apropriada, dificilmente não se tornam sinônimo de mais lucratividade na empresa.

2. Contribui com a valorização dos profissionais

Com robôs colaborativos fazendo os trabalhos repetitivos, perigosos ou tediosos, os operadores podem se dedicar a outras tarefas. Desse modo, têm menos riscos de lesões acidentais, percebem uma melhora nas condições ergonômicas e se sentem mais valorizados.

Até porque permanecem com a capacidade de decisão e conseguem recuperar o valor humano dos produtos. Com isso, a expectativa é de grande melhora no engajamento de equipe.

3. Representa um grande aumento da produtividade

O terceiro grande motivo, é claro, tem a ver com produtividade. Os cobots são capazes de trazer otimizações em quantidade e em qualidade. As máquinas conseguem manter linhas rodando em 2 ou mais turnos, manipulam peças em conjunto e usam uma área de operação muito menor.

Por que você deve investir na robótica colaborativa agora?

Com o ritmo acelerado de inovações trazidas com a Indústria 4.0, nossa dica é que os gestores coloquem como prioridade a incorporação dessas tecnologias para a atualização do parque fabril. Afinal, os concorrentes podem estar um passo à frente e alcançando melhores resultados. A empresa defasada acabará perdendo a posição competitiva em mercado.

O ponto central aqui é: qual é o seu medo? Adotar uma postura passiva frente às inovações é um grande erro, porque você vai esperar uma queda na produtividade para tentar consertar a situação. Nesse momento, porém, o prejuízo já pode estar alto demais.

Além disso, o momento é favorável. Estamos em um cenário de crise econômica já há alguns anos. Se a curva de aprendizado da robótica colaborativa ocorrer agora, a tendência é que a sua empresa dispare na frente da concorrência assim que o mercado começar a reagir.

Existem exemplos de sucesso com uso de robôs colaborativos?

Para fechar, se você acha que a fábrica do futuro ainda não existe, é melhor reler este texto. E temos ainda mais argumentos: algumas empresas que saíram na dianteira e incorporaram os robôs colaborativos já vivenciam seus resultados. Na página de cases de sucesso da Universal Robots, o que não faltam são exemplos.

É o caso da multinacional Continental, que adquiriu seus primeiros cobots em 2016 e reduziu as taxas de câmbio no manuseio de placas em 50%, de um tempo de 40 min para 20 min. No médio prazo, isso representa nada menos do que o dobro de produtividade. Nada mal, não é?

A TCI da Nova Zelândia tem outra história de sucesso. Nesse caso, os cobots foram empregados em tarefas de rotulagem e montagem. O diretor, Quintin Fowler, afirmou para a Universal que o maior trunfo dessa automação é que a produção ocorre de forma ininterrupta.

Depois dessa leitura, você já sabe: os robôs colaborativos são uma tecnologia definitiva na indústria. A questão não é mais incorporá-la ou não, mas sim quando começar a fazer isso. Lembrando que, para que os riscos sejam baixos e os resultados venham mais rápido, um passo fundamental é escolher a aplicação adequada.

Já que você é antenado nas possibilidades de otimização industrial, leia também nosso texto com 6 ações certeiras para melhorar a produtividade na indústria!

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