6 ações certeiras para melhorar a produtividade na indústria

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A indústria brasileira muitas vezes é reativa em relação a inovações, e não ativa. Isso significa que a busca por otimizações em processos e novas tecnologias ocorre somente quando surge a necessidade. Você reconhece essa descrição? Quer descobrir como melhorar a produtividade na indústria e largar na frente da concorrência?

Não existe fórmula mágica, é claro. No entanto, algumas boas práticas podem levar a sua empresa a um novo patamar produtivo, não só no que se refere ao desempenho mas à qualidade. É justamente isso que vamos mostrar. Confira 6 ações certeiras para se destacar!

1. Medição como elemento essencial

Incorporar Key Performance Indicators (KPIs, os Indicadores-Chave de Desempenho) é essencial para que a produtividade não se perca da qualidade. Nas manufaturas, a linha de produção pode ser mensurada pela Eficiência Geral de Equipamento (OEE), que observa:

  • disponibilidade: tempo programado para produzir – tempo produzido;
  • performance: capacidade de produção – produção total;
  • qualidade: total de produção – produtos com qualidade.

A adoção desse KPI deve ser o primeiro passo para uma gestão de controle na manufatura, mas outros também devem ser implementados para que haja maior controle no meio de produção.

Essa tarefa pode ser facilitada com a utilização de sistemas de medição online, automatizados. Além de reduzirem bastante o tempo dispensado para fazer esses controles, o processamento de métricas online tem uma grande vantagem: a redução de erros.

Afinal, os apontamentos manuais estão mais sujeitos a falhas humanas, ainda mais se ocorrerem em grande quantidade. Sem contar que os sistemas de medição online fornecem informações precisas em tempo real, o que permite a tomada de decisões estratégicas e o replanejamento de ações durante o processo de produção.

2. Investimento técnico na mão de obra

Outra chave para o aumento da produtividade na indústria é o investimento em pessoas. A qualidade da formação técnica brasileira deixa a desejar, o que leva à dificuldade das empresas em encontrar mão de obra qualificada para funções que exigem um conhecimento especializado.

Esse é um assunto que entra no âmbito das políticas públicas, pois há uma necessidade de maior atenção do Estado na quantidade de profissionais formados em boas faculdades. Mas dentro da indústria também vale a pena pensar em iniciativas de treinamento e atualização contínua das equipes.

Quando pensamos em novas tecnologias características da Indústria 4.0, como big data, data analytics e realidade aumentada, a questão é ainda mais crítica. Muitas vezes a indústria não consegue trazer essas inovações por dificuldade de preparar sua equipe técnica para recebê-las.

3. Qualificação de gestores

Não podemos nos esquecer dos gestores. A qualificação dos profissionais em cargos de liderança faz muita diferença na produtividade na indústria. Para esse pessoal, formações em boas instituições de ensino são fundamentais — precisamos garantir que tenham conhecimento técnico e uma base teórica sólida.

A dica aqui é manter a qualificação dos gestores alinhada às tendências mundiais e às necessidades do cenário industrial brasileiro. Isso se consegue por meio de formações validadas, grupos de trocas de informação e a orientação especializada, que pode ser feita por coaches, por exemplo.

4. Contextualização no processamento de dados

Todas as sugestões até aqui foram atemporais — uma indústria produtiva conta com bons KPIs, mão de obra qualificada e gestores preparados. No entanto, precisamos entender o contexto da atualidade e perceber que as empresas hoje têm que passar por uma reinvenção em muitos aspectos para atender às demandas da Indústria 4.0.

A automação de processos, por exemplo, não é mais sinônimo de produtividade, pois já é dominada pelas indústrias e exige um passo além. As palavras de ordem, hoje em dia, são customização e flexibilidade nas linhas de produção. Para tanto, uma das chaves é a contextualização no processamento de dados.

A maior parte das informações da empresa ainda se concentra em “ilhas”, ou seja, cada amontoado de dados no seu setor de maior interesse — RH, financeiro, engenharia etc. A diferença é que a indústria agora precisa de uma integração nos processos para conseguir produzir sob demanda e sob medida.

Além disso, o volume de informações é muito alto, o que impede que análises fragmentadas deem conta de uma perspectiva global. A solução é investir em um processamento de dados avançado e contextualizado (data analytics), além de apostar em equipes multidisciplinares.

5. Novas tecnologias como aliadas

Hoje, não dá para pensar em produtividade na indústria e esquecer das novas tecnologias. E há muita coisa nesse pacote! Entre as maiores bases das transformações no modo de produção atualmente estão a inteligência artificial, o machine learning (aprendizado de máquinas) e a Internet of Things (IoT, Internet das Coisas).

Com essas inovações, as máquinas inteligentes se tornam autônomas e são capazes de interoperabilidade, isto é, de trocar informações em um sistema conectado. Mais que isso, aprendem com a experiência e vão se tornando cada vez mais perceptivas em relação às necessidades nos processos produtivos.

O resultado é que a tomada de decisões fica descentralizada, dividida entre robôs e máquinas, que trabalham lado a lado — anote aí: esse é o conceito de robótica colaborativa, essencial na Indústria 4.0. Além disso, o impacto das tecnologias de realidade aumentada é enorme na redução de tempo nas linhas de produção e na diminuição de falhas.

Basicamente, as inovações são capazes de proporcionar um salto na produtividade da fábrica. Por isso, o paradigma precisa ser quebrado: muitos gestores têm uma certa desconfiança em relação às tecnologias disruptivas pois ainda não entendem seus benefícios para a produtividade.

6. Plano diretor para Indústria 4.0

Tendo em vista a dica anterior, outra ação certeira para melhorar o desempenho na indústria é elaborar um plano diretor robusto para essas inovações. É isso mesmo! Afinal, a adaptação da fábrica aos moldes da Indústria 4.0 não pode acontecer sem planejamento, caso contrário, os esforços podem não atingir os objetivos.

Um projeto de atualização da empresa é ideal para que as atitudes sejam coerentes com a fase tecnológica em que o chão de fábrica se encontra. Sem contar que todos os departamentos e a diretoria precisam estar na mesma página em relação ao plano diretor.

E aí, pronto para potencializar a produtividade na indústria? Essas 6 ações certeiras vão ao encontro das novas demandas de produção e das exigências de um mercado cada vez mais competitivo. Por isso, não se engane: uma postura ativa, e não apenas reativa, é o que pode trazer excelentes estratégias.

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