Fábrica do Futuro: o que há de mais importante sobre o assunto?

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Quando você ouve “Fábrica do Futuro“, o que vem à sua cabeça? Um monte de máquinas e robôs e nenhum operador? Pois é: aquela velha ideia de que o futuro teria carros voadores, máquinas do tempo e androides andando entre nós ainda faz parte do imaginário coletivo.

Mas não é bem assim. Aliás, algumas indústrias já estão repletas de tecnologias que podem muito bem dar a elas o título de “do futuro” — talvez você já até trabalhe com algumas. Neste texto, vamos explicar do que se trata esse conceito e quais são suas principais características. Acompanhe!

Afinal, o que é a Fábrica do Futuro?

Se a gente fosse resumir o conceito de Fábrica do Futuro em três termos, seriam customização, flexibilidade e integração de processos. Mas outros traços dessa nova forma de produção são a velocidade (time-to-market) e a gestão de controle no chão de fábrica.

Basicamente, a Fábrica do Futuro é aquela que consegue entregar um produto feito sob medida, de forma rápida e segura. Se você parar para pensar, vai ver que a customização é mesmo uma ideia-chave hoje em dia.

As linhas de produção em massa que faziam centenas ou milhares de produtos para atender uma “média” do público já estão ultrapassadas. E repare bem: nesse modelo, os processos já eram fortemente automatizados para que a produção ocorresse em larga escala.

Quando falamos que a Fábrica do Futuro entrega produtos customizados, eles não voltam a ser feitos artesanalmente. Os processos continuam automatizados, mas precisam de integração, inteligência e leitura de dados em tempo real para que se remodelem e consigam manter a produtividade.

O que há por trás desse conceito?

A Fábrica do Futuro surge de uma necessidade de adequação dos meios de produção às novas exigências de consumo. Essa sempre foi a motivação no desenvolvimento de inovações produtivas: desde a 1ª Revolução Industrial, passando pela 2ª e pela 3ª, responsável pela automatização de processos com sistemas computadorizados.

E o que muda na Indústria 4.0? Para conseguir customizar produtos em massa e flexibilizar os processos , sem perder produtividade, performance e qualidade, as palavras da vez são: inteligência, conectividade e dados.

Tecnologias como o Cloud Edge Computing e Internet of Things (IoT) permitem que uma quantidade massiva de dados seja compartilhada e analisada (Data Analytics) por diversos dispositivos inteligentes conectados. Desse modo, todos os processos conseguem ter mais integração e flexibilidade.

Quais são as características da Fábrica do Futuro?

E então, as Fábricas do Futuro têm ou não têm gente? Claro que têm! As máquinas inteligentes não vieram para substituir os seres humanos. A ideia central é a de uma robótica colaborativa, isto é, robôs e pessoas tomando decisões em conjunto para atender às demandas da Indústria 4.0.

Somente assim é possível alcançar a outra característica protagonista desse novo contexto, que é a de customização de processos. Além disso, a Fábrica do Futuro depende de tecnologias que melhorem sua performance — em relação ao tempo de produção e à segurança de dados — para conseguir produzir sob demanda sem perder a competitividade. É aí que entram:

  • as máquinas autônomas, isto é, que não precisam ser operadas e que identificam padrões (resultado dos avanços na inteligência artificial e no machine learning);
  • a cyber security, que são práticas de proteção de sistemas para dar conta de manter os dados seguros;
  • as impressoras 3D, que permitem a criação de protótipos na velocidade necessária para acompanhar a customização em massa, em um processo conhecido como manufatura aditiva;
  • as simulações digitais, que possibilitam uma análise virtual do funcionamento das linhas de produção para corrigir falhas de modo antecipado, o que traz mais eficiência nas fábricas.

Como são as inovações envolvidas?

Além das tecnologias que já citamos, outras inovações são protagonistas na Fábrica do Futuro, como:

  • inteligência artificial: máquinas que conseguem avaliar situações e performar sem o controle humano, o que leva a uma descentralização nas tomadas de decisão e às otimizações nos processos de produção;
  • machine learning: além de inteligentes, as máquinas passam por aprendizado contínuo, ou seja, conseguem observar a existência de padrões e ganhar experiência para trazer ainda mais eficiência e flexibilidade nas fábricas;
  • big data: o processamento avançado e contextualizado de grandes quantidades de dados é o que possibilita a troca de informações entre as máquinas em tempo real;
  • IoT e IIoT: a Internet of Things aplicada na indústria recebe o nome de IIoT (Industrial Internet of Things) e é o coração da Fábrica do Futuro, pois só há flexibilidade e customização nas linhas de produção se os dispositivos estiverem conectados e se comunicando;
  • realidade aumentada: a possibilidade de usar óculos de RA para realizar inspeções e realizar ações de suporte faz muita diferença na percepção de detalhes e na redução da necessidade de deslocamento.

Então é tudo uma maravilha?

Bom, até aqui, tudo isso parece um sonho industrial, não é? No entanto, a implementação dessas tecnologias infelizmente encontra muitos desafios. Não é à toa que essas inovações já existem há anos (o boom do Big Data, por exemplo, foi por volta de 2010), mas ainda fazem parte do que chamamos de coisa do futuro.

Entre as principais barreiras está a dificuldade de gestores e engenheiros em justificar o investimento financeiro. Afinal, implementar essas tecnologias pode sair caro. Normalmente, é difícil convencer quem manda no dinheiro que essas inovações disruptivas são não somente benéficas como necessárias para manter a saúde competitiva do negócio.

Outro problema comum é que alguns gestores não entendem em qual fase de reinvenção para 4.0 a empresa está. Então, acabam investindo em tecnologias que não geram bons resultados naquele momento, seja por deficiências na infraestrutura, seja pela dificuldade em integrar manutenção e desempenho.

Por fim, ainda há essa ideia equivocada de que os robôs vieram para substituir os humanos. O grande desafio aqui é tornar conhecido o conceito de robótica colaborativa e treinar as equipes para que os ambientes com máquinas inteligentes e humanos trabalhando juntos funcionem.

Para tudo isso, uma boa avaliação especializada é o que possibilita que a Fábrica do Futuro aconteça hoje e gere resultados. Como vimos, essa nova realidade vem de exigências nos padrões de consumo, que tornam decisiva a busca por meios de produção inteligentes.

Você já implementou algumas dessas tecnologias no seu local de trabalho? Como o seu setor tem reagido às tendências da Fábrica do Futuro? Deixe um comentário!

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2 thoughts on “Fábrica do Futuro: o que há de mais importante sobre o assunto?

    1. Olá, Alex!
      Ótima pergunta. Já estamos preparando um conteúdo acerca desse assunto, e nas próximas semanas estará disponível aqui em nosso blog. Nos acompanhe e fique por dentro das novidades. Obrigado!

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